É o fim das Ferramentas com fio ?

15/01/2020

Fim de uma era e começo de outra ? 

Toda vez que nós deparamos com uma nova tecnologia, nos perguntamos se é o fim de uma antiga. Quando surgiu a TV, se perguntou: é o fim da rádio? Quando surgiram os serviços de streaming se perguntaram: é o fim da TV?

Nessa mesma ideia, entre todos os amantes de ferramentas a sempre uma pergunta recorrente. É o fim das ferramentas elétricas? 

Desde 1964, quando a Black & Decker forneceu uma furadeira sem fio para ser usada no espaço pelo programa espacial americano. Percebemos que a utilização da ferramenta a bateria trouxe certa comodidade ao usuário, que agora, poderia se locomover por onde queria sem estar preso a fios ou a tomadas.

Em 1969, a Makita lançou a primeira ferramenta a bateria, a furadeira modelo 6500D. Logo após Em 1969, a Bosch lançou a primeira furadeira a bateria, com bateria para pendurar no ombro - que lembrava uma bateria de carro e pesava 5,5 quilogramas - era de gel de chumbo de 12 volts e durava uma hora de uso.

Assim gerou-se uma concorrência no mercado pela "baterização", e com o tempo houve o lançamento das primeiras ferramentas de baterias de níquel cádmio com até 18 v.

Isso era um sonho, porém ainda a ferramenta não entregava, tanto em força como em autonomia o que uma ferramenta elétrica entregava. 

Com o tempo foram se desenvolvendo ferramentas com bateria de íon-lítio, que durava mais e poderia viabilizar uma maior potencia e durabilidade das ferramentas. Logo chegamos a ferramentas de até 60 v, que tiveram seu desempenho melhorado podendo entregar a mesma força que ferramentas elétricas.

Logo podemos entender que é muito mais vantajoso se ter uma ferramenta a bateria, certo?

Não tanto. Apesar de valer a pena o auto investimento nas ferramentas a bateria (pois são bastante caras) não acredito que vale a pena deixar de lado ferramentas elétricas. Apesar das ferramentas a bateria terem aumentado sua autonomia, ainda não entregam com o mesmo vigor que uma ferramenta elétrica, que também tem valores infinitamente mais acessíveis. Ferramentas elétricas também se reinventaram, com adaptação de motores sem escovas de carvão (diminuindo o consumo de energia), redução de engrenagem entre outros, que as fazem boas para um bom saudosista que utiliza a ferramenta durante todo o dia sem dó, para fazer alguns tipos de trabalhos que ferramentas a bateria ainda não são capazes de fazer. 

Logo chego à conclusão que assim como a radio não morreu por causa da TV, com certeza ferramentas elétricas não vão morrer por causa das ferramentas a bateria.